terça-feira, 30 de outubro de 2007

Curtas...

A) 12 cigarros em vez de 20... Não é o ideal, mas são 8 a menos, caramba! Amanhã é outro dia!


B) Duas tarefas invernais que nunca conseguirei superar: Não enfiar os pés em todas as poças que se atravessam no meu caminho e, puxar os collants até acima... serei eternamente a miuda que tem o gancho dos collants poucos centimetros acima dos joelhos... Será que fazem workshops de introdução à utilização do collant?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

E Mais Considerações...

Não tenho tido grandes guerras de auto-melhoramento na vida, pelo menos não tantas como penso que deveria ter, mas há uma que já dura há pelo menos 7 anos e que, embora tenha vencido batalhas importantes, ainda não consegui superar – Deixar de fumar.

Eu fumo que nem uma chaminé. Fumo desde que acordo até que me deito. Sou daquelas que são capazes de andar quilómetros no meio de um temporal para ir comprar tabaco. Das que compram um volume na véspera de Natal, pois já se sabe que os estabelecimentos vão fechar durante, pelo menos, um dia. Sou daquelas que veste o sobretudo por cima do pijama para ir para a varanda fumar. Enfim, sou daquelas cujo tempo biológico é medido em cigarros…

As consequências são já muitas: Problema respiratórios, de sono, de circulação. Outras piores se avizinham…

Ás tentativas falhadas de deixar de fumar, já lhes perdi a conta. As frases “É desta!”, “Já não fumo mais”, etc. etc. já não valem um tostão furado.

E as terapias de substituição? Se me pusesse a fazer contas ao dinheiro investido e, se me lembrasse das desventuras que a utilização de cada uma provocou tinha posts para 3 meses…

Neste preciso momento, acho que estou cansada destas guerras (ultimamente tenho abusado das palavras cansada e guerra). Acho que vou simplesmente baixar os braços e não pegar mais em cigarros. Penso que desistir de fumar é capaz de ter mais sucesso que o deixar de fumar (andarei a cair numa de Programação Neurolinguística?).

Deixo então o anúncio ao tabaco: “Parabéns, ganhaste a guerra! Eu desisto! Vai chatear outra que eu já não tenho paciência para ti!”

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Considerações...

Ontem estive pensando… Pensei que estou sempre a lutar contra qualquer coisa. Ultimamente tenho lutado contra a falta de recursos (financeiros e humanos), contra a falta de tempo, contra a falta de bom senso, de inteligência, de paciência, de sorte…

Depois lembrei-me da Teoria Taoista segundo a qual, não é muito produtivo fazermos oposição às coisas, devemos fluir, deixar-nos levar na corrente em vez de criar atrito.

Em seguida, debrucei-me sobre as razões que levaram a que eu chegasse ao presente estado de estafa e sobrecarga, de forma que não consigo sequer decidir o que fazer a seguir.

Finalmente conclui que, tudo passa pelo desrespeito por nós próprios, pelo desrespeito pelo valor do nosso tempo, da nossa criatividade e potencial, pelo desrespeito pela nossa integridade e bem-estar. Ao deixar-nos invadir pelos outros, ao permitirmos que disponham de nós a qualquer momento, para qualquer coisa, estamos a dar-nos como garantidos, como uma espécie de kleenex da constipação alheia. Estamos também a criar nas outras pessoas a sensação de que lhes pertencemos e de que é nosso dever resolvermos os seus problemas.

Assim, na tentativa de criarmos um “mundo melhor”, andamos por aí num virote a apagar os fogos alheios enquanto os nossos próprios ardem mata fora.

E como aqueles que partilham este traço sabem tão bem, uma vez apagado um fogo – Adeuzinho e até ao próximo incêndio!
E ai, ai, se o fogo não for apagado de imediato espera-nos a culpabilização, as lágrimas e outros afins.

Por fim, na qualidade de serviço público, espera-se que funcionemos em horário alargado e que, no mínimo dos mínimos, mantenhamos uma linha de Apoio ao Utente em vigor 24 horas por dia/ 365 dias por ano. Se adoecemos, ao contrário do restante mortal que, simplesmente, “fecha para obras”, há que arrastar a virose connosco e ainda ouvir um ou outro comentário mais jeitoso, estilo “Aí credo mulher! Tás com má cara! Vai pôr rouge para ver se isso disfarça!”

Ora pois bem, como (e quem partilha sabe) “salvar mundos” não dá de comer a ninguém, nem teremos nenhuma plaquinha à nossa espera no céu, eu cansei!
Antes do TU e do NÓS surgiu um EU! Se estiver a arder, faça favor de ir buscar um balde, que eu tenho mais onde gastar a minha àgua!

Diria a Tia Arara que pus a cabra no pasto… Mas a gaija estava mesmo a precisar de arejar!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Galhardetes, Updates e Demais Aventuras

Uff, Buff, luff! Cá estou eu de fugida! Muito pouco zen, by the way. Muita, muita azáfama mas parece que a coisa tenderá a acalmar um pouco na semana antes da do Natal, por isso nem nos podemos queixar (sim… podiamos estar ainda em Fevereiro!)

No entanto, era imprescindível dar cá um saltinho, até porque há prémios a agradecer e galhardetes a distribuir! A Sra. Dona Kazinha, deixou um grande miminho para mim: o galhardete de “Visitante de Estimação”!

Segundo a autora desta ronda de prémios, a “coisa” funciona assim:

"A amizade e a solidariedade na blogosfera são algo de muito profundo e de muito construtivo que temos que desenvolver. Criam-se representações de pessoas que não conhecemos mas que nos deixam o melhor do seu sentir enriquecendo um espaço de debate com as suas visões e as suas críticas. As diferenças de opinião têm sido respeitadas e, não raras vezes, tenho reflectido e corrigido algumas posições.Nada tem valor se não for lido e partilhado. E porque os visitantes são o que de melhor há, criei este prémio de visitante, que é mais alargado que os outros em termos numéricos mas que , mesmo assim, não contempla todos os que merecem. "


Passo então a distribuir miminhos para alguns dos meus visitantes mais que preferidos (os que não constam desta vez, são igualmente importantes, mas hoje não consigo nomear todos…):

- O primeiro vai de volta para a Ka, sempre animada e presente!

- 125Azul – Minha mais que querida tia Arara, ainda mais desalinhada do que eu, mas que tem sempre um comentário especial guardado debaixo da asinha.

- C-mim – Perdão, Hare Crhis! Companheira de aventuras mais recentes, sempre, sempre de chinelo em riste!

- Caracolinha – Doce, doce bichinho que vem devagar, trazendo sempre a casquinha cheia de ternura.

- Greentea – A voz da sabedoria deste blog. E que falta faz sempre!

- Mariah – Atarefadíssima a equilibrar as solicitações da vida, está sempre pronta a perder um minuto para dar um pouco de si.

- Migvic – A nossa voz masculina


Quanto ao Ico, está enorme! É só patas e cauda. Comprido que nem uma salsicha! Continua a disparatar que nem um herói, principalmente quando chego a casa depois de um dia de ausência… E já evoluiu bastante na sua profissão de mergulhador. Agora dá aulas de mergulho dentro da tigela da água a todos os seus brinquedos: ratos de peluche, guardanapos de papel, envelopes de carta, elásticos de cabelo… é só ver a mamã a pescar ovnis e a trocar a água quinhentas vezes ao dia.
No fim de semana, até lá estava um ursinho de peluche, recostado com água pela cintura, de braços apoiados nos rebordos da tigela, com um ar de satisfação como se estivesse num jacuzzi…

Vou tentar dar uma voltinha nas casinhas dos amigos, na medida do possível!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Regressada...

Cá estou eu, regressada do primeiro acto da minha cruzada alentejana! Muito poucas horas de sono. Muito cansaço. Nenhum tempo livre. Carradas de trabalho para pôr em dia. Toneladas de satisfação!

Quando tiver equilibrado as urgências mais urgentes prometo que volto para contar as aventuras em pormenor!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Oh, Flôr...

Ouvi agora na rádio que os piropos ofensivos vão passar a poder ser crime e, os prevaricadores punidos com uma pena de até um ano de prisão.
Daqui se depreende que, daqui a seis meses, a construção civil vai entrar em crise devido à falta de mão-de-obra.

Sempre me intrigou a lógica por detrás do pensamento masculino de largar postas de pescada sempre que passa uma mulher junto a uma obra. É uma associação um pouco estranha: Mulher+Obra = ”Oh Flor, deixa-o pôr!” mas deixa pôr o quê? Onde? A que propósito? Outra coisa que gostaria de ver era a cara do engraçadinho perante um “com certeza, ora ponha lá então para eu ver!”

Bem, mas parece que com esta nova lei, vamos passar a poder andar na rua mais descansadas, se bem que ainda ninguém explicou o que é que dá direito a prisão e o que não dá, porque um “Não sabia que as rosas tinham pernas!” não é o mesmo que um “Sobe aqui ao andaime, que eu já estou com ele montado!” e não se pode comparar um “A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.” a um “Se o teu cu fosse uma torrada tinha de barrar a manteiga com um remo!” e por aí a diante…

Ora vamos a ver no que esta vai dar…

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Os Problemas Meno(s Nob)res

Eu sou a favor de numerar as coisas… Juro que até acho muito bem! É bom ordenar as coisas, facilita a vida, mantém o Universo organizado. Antes eram 3: o S, o M e o L. Depois, a escolha alargou ao XL e ao amigo XS. Mais tarde conheci o 36, o 38 e outros nºs cujo nome não sei dizer porque passei a arrancar a etiqueta assim que comprava as calças.

Já nos últimos anos veio o sistema Americano e o sistema Europeu e as etiquetas passaram a parecer agendas telefónicas. A última é ter uma medida para a largura da cintura e outra para o comprimento da perna. É o reino da personalização! Finalmente toda a gente vai conseguir arranjar um par de calças de ganga que lhe sirvam!... Toda a gente menos eu!
Uma hora inteira no veste e despe (após uma licenciatura expresso em etiquetagem), num provador minúsculo a praticar wrestling com uns 20 pares de calças e nada! Nem um! Está largo, está apertado, não entra, não sai!

Alguém me explica o que é que uma gaja com cintura 36, rabo 42, coxas 38 e pernas do tamanho das de uma girafa vai vestir, uma vez que as suas preciosas calças de ganga se rasgaram?