O Ico está um autêntico burro. Em comparação com esta aqui é que se nota. Está maior que um cão de raça pequena! E chato, mas tão chato que só visto (é da adolescência!) fala, fala, fala, o dia todo, parece uma pessoa. Se digo “Ico”, responde “remenhéu, méu!”, se digo “Não!”, logo se sai com um “Mééc, remenhéu!” tem sempre resposta para tudo. E o Sushi que quase não tem voz, segue logo a tentar imitar, pelo que passamos os dias a ouvir “Remelhéus” seguidos de um somzinho indistinto (qualquer coisa parecido com um rato muito ao longe).
Nos primeiros dias em que tivemos o Sushi em casa, ele escondia-se entre os meus pés, enquanto cozinhava, e ao que parece miava para lhe pegar ao colo, mas como não produzia qualquer som, só dava por ele quando queria andar e esbarrava num pingente de meio kilo a abrir e fechar a boca. Felizmente, agora já quase mia.
Por outro lado, actividade não lhes falta: passam os dias a correr, a dar cambalhotas, a trepar aos moveis, nas suas Kitty Wars privadas… depois cansam-se, dão muitos beijinhos e abracinhos um ao outro e dormem juntos cheios de ronrons (outra particularidade do Sushi é que não ronronava. Quando chegou, não olhava para ninguém nos olhos e não ronronava. Agora já olha para os nossos olhos (e de vez em quando também enfia lá uma pata), dá beijinhos, mas ronrom só o vi fazer uma vez e foi para o Ico…).
Quando chego a casa, transformam-se em Papagatos e trepam por mim a cima, deitando-se cada um num dos meus ombros e, é assim que tenho de fazer as lides domésticas… Posso baixar-me, levantar-me, andar pela casa fora, cozinhar, pôr roupa a lavar, seja o que for… não saem dali por nada. Pareço uma general com dois galões de pêlo ao ombro…
São tão meigos e tão ternurentos e tão fofos que acabo por esquecer o trabalho que dão e os disparates que inventam todos os dias.
Bem, vamos fim-de-semanar que já está mais do que a apetecer! Toca a aproveitar!
P.S.- Lua-de-Mel? CUBA! A Tia Arara ficou lá perto!







